Que mania de olhar pro céu e
procurar respostas...
Como se as nuvens fossem formar palavras. Como se os
pássaros fossem cantarolar conselhos. Como se o vento fosse sussurrar o que
fazer. Tudo branco, tudo cinza. Dessa vez, olho pro céu e não vejo nada de extraordinário.
Só uma névoazinha bem longe, ofuscando a minha visão e que a qualquer momento pode estar
aqui, bem a frente do meu nariz. Eu sei que o tempo está fechado e que aqui
dentro também, mas estou torcendo pro sol surgir e a peito se abrir!
Natália de Andrade


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