23 junho, 2012
Já não confio em você
Já não confio mais em você como antes...
E hoje, por mais que eu tentasse, não conseguiria.
Viria a mente como um filme todas as histórias emaranhadas pela metade, seria impossível. Viria a mente cada uma das mentiras, só pra me provar o quão verdades são.
Já não confio mais em você e com o decorrer dos dias, sinto que você vai me perdendo, eu vou me afastando e aos poucos me encontrando. Sinto que vou... Não sei ao certo pra onde e nem quanto tempo vai durar essa caminhada, mas já não suporto ficar parada.
Aprendi com grande esforço que, por mais perto que eu queira ter você, não vale à pena correr o risco de me confrontar novamente, não vale à pena e não vi motivos que valessem (ou vale, quem sabe?)
Aprendi de um jeito mais complicado o que tanto queriam dizer com: "Amasse um folha e veja se ela volta ao normal." E adivinhem só? Aprendi que ela não volta e que um descuido qualquer já faz uma "orelha".
"Mas é que ainda dá pra aproveitar", eu costumava pensar. Foi então que eu me enganei e entrei em contradição.
Até que eu finalmente entendi o que eu sempre soube: Confiança se conquista e não intimida.
O tempo passou e eu já não confio mais em você...
Natália Andrade
14 junho, 2012
Você precisava saber
"Há muito tempo, sim, que eu não te escrevo. Ficaram velhas todas as notícias..." E você precisava saber. Há muito tempo, sim, que eu vejo as coisas mudarem, seguirem seu próprio caminho e o que era velho tornou-se novo.
Você precisava saber que eu não acompanhei tais passos, pois os meus eram centrados demais ao chão. Não alcancei a caminhada, antes que eu pudesse ver, o vento apagou os rastros e levou qualquer vestígios que me levasse a frente, então segui outro caminho e pra fazer direito, dobrei a direita...
Você precisava saber das velhas novidades que eu nunca contei, antes que o tempo se encarregue de deixar tudo na memória. Você precisava saber que ao escrever, eu faço tudo ser novo, outra vez.
Há muito tempo, sim, que eu não te escrevo. Há muito tempo que eu não te esqueço. Quis sempre recomeçar sem nem ao menos me libertar. Virei a direita, era o caminho mais digno a seguir. Virei para não mais te ver...
Há muito tempo e eu não percebi que o meu caminho sempre foi você. É por isso que precisava saber!
Natália Andrade
12 junho, 2012
A verdade nua e crua
"— Não se apaixone, é apavorante.
— Sim, é apavorante,terrível. Especialmente quando se está apaixonado por uma louca.
— Não sou louca!
— Acabei de dizer que te amo e tudo o que você ouviu foi louca? Você é a definição de neurótica."
10 junho, 2012
Cansada de você
É verdade, eu sempre acho que me cansei e que estou disposta a deixar tudo de lado, até o momento em que você surge e, automaticamente, as esperanças se acendem confiando que não vão se apagar.
Eu sempre acho que me cansei até o ponto em que me vejo boba de novo e sorrindo também.
Eu sempre acho que me cansei até que a saudade sufoca e eu procuro você.
Cansei, cansei, cansei, eu sempre acho que me cansei, até o dia em que eu saio magoada e puxando a cortina da ilusão. Então eu vejo o quão desgastante é se decepcionar e o quão cansativo é me cansar por estar cansada de você!
Natália Andrade
09 junho, 2012
Essa força que me puxa
Não sei que tipo de força é essa que me puxa pra você, mas felizmente sei o que não consegue me levar. São esses lados opostos que não se atraem, são esses extremos a favor da distância, são esses bloqueios de qualquer ligação que possa vir a acontecer. Esse elo sempre quebrado…
A impossibilidade do “nós” me puxa e prende, porque eu sei que poderia ser, se tentássemos. Esse “eu” e “você” disperso no espaço, buscando um lugar e, quando prestes a encontrar, essa força se intensifica.
Se ao menos eu pudesse enxergar claramente e essas nuvens de poeira não atrapalhassem a minha visão. Quem sabe eu entenderia e resolvesse a questão. Se ao menos dessa névoa saísse uma voz e acalmasse meu coração ao invés de confundi-lo…
Eu ainda não descobri sobre a tal força e não sei como conseguir. Poderia ser algum tipo de ligação qualquer ou a junção de um elo, quem sabe? Mas você já escureceu tantas vezes o meu sol amarelo…
Tantas vezes esses bloqueios vinham como uma onda, uma atrás da outra, sem que eu tivesse um tempo para respirar. Apesar de belo o vai e vem delas, minha maior preocupação sempre foi em onde ela quebraria, para não desmoronar e arrastar o que tivesse pela frente.
Mas felizmente sei o que não consegue me levar, pois aprendi a encarar e em último caso, mergulhar.
Natália Andrade
Se ao menos eu pudesse enxergar claramente e essas nuvens de poeira não atrapalhassem a minha visão. Quem sabe eu entenderia e resolvesse a questão. Se ao menos dessa névoa saísse uma voz e acalmasse meu coração ao invés de confundi-lo…
Eu ainda não descobri sobre a tal força e não sei como conseguir. Poderia ser algum tipo de ligação qualquer ou a junção de um elo, quem sabe? Mas você já escureceu tantas vezes o meu sol amarelo…
Tantas vezes esses bloqueios vinham como uma onda, uma atrás da outra, sem que eu tivesse um tempo para respirar. Apesar de belo o vai e vem delas, minha maior preocupação sempre foi em onde ela quebraria, para não desmoronar e arrastar o que tivesse pela frente.
Mas felizmente sei o que não consegue me levar, pois aprendi a encarar e em último caso, mergulhar.
Natália Andrade
Tempo certo
E já dizia Caio Fernando de Abreu: “As pessoas, às vezes, procuram exatamente o que será capaz de doer ainda mais fundo.” Certamente não seja essa a intenção, mas como parar no meio do caminho sem correr o risco de tropeçar e se ralar? Como cuidar de si para não tornar mais profunda a ferida? Do mesmo modo em que deveríamos abrir mão, estamos presos ao coração, aos gritos sufocantes, incapazes de sair ligada a tanta insegurança. Por outro lado, existe aquela ânsia e vontade de entender presente na essência de cada ser humano, ou boa parte dele, pelo menos. Como nos julgarmos se apenas atendemos ao pedido do nosso coração? Deveria significar alguma coisa, além de arranhões que passamos a assoprar para aliviar a dor. Já ouvi dizer, que no fundo, as coisas eram boas e simples, mas essa intensidade em TUDO me deixa confusa. São resultados dos caminhos trilhados, objetivos traçados e aquela bagunça que, de vez em quando, a vida faz. De fato, mergulhar dentro de si e entender esses turbilhões de sentimentos é o primeiro passo a se fazer, antes de se jogar de vez na realidade e entender qualquer cabeça, sentimento, situação que possa existir que não faça parte de você. Mesmo que, as procuras não estejam saciadas por inteiro e a vida possa vir a te decepcionar depois, a outra opção que restou é que ela possa te surpreender também. E no final, tudo vira aprendizado mesmo.
Até que finalmente - tempo, tempo, tempo - você para de procurar e deixa as coisas agirem naturalmente e no seu tempo certo!
Até que finalmente - tempo, tempo, tempo - você para de procurar e deixa as coisas agirem naturalmente e no seu tempo certo!
Natália de Andrade



