Tem sido companheira em noites cinzentas e nas encantadas, a Lua e eu…
Olhando o céu, pedindo respostas. Olhando a Lua e pedindo graça. Olhando a noite, sentindo o vento e fechando os olhos. Ilumina, querida. Ilumina! E sobre aqueles que te admiram, lance seu brilho mais intenso. Sobre aqueles que esperam respostas, mostre os seus encantos. Sobre aqueles que não te reparam, mostre o seu valor. Sobre aqueles que não sabem o caminho, mostre todas as suas faces. Pois você só é uma, mas foi sujeita a 4 fases. E os caminhos serão muitos!
Abobalhada, como se nunca a tivesse visto antes, eu me encanto toda vez que a vejo. A lua e eu... E passa batida pelos olhos de muitos e são pupilas aos olhos de outros. Deixa seu reflexo no mar e ilumina a qualquer lugar. Uma cidade urbanizada, poluída ou até mesmo aquelazinha do interior, onde é mais presente na vida de um casal sonhador, que um dia lhe prometeu a flor e a lhe dar seu amor.
A Lua sempre humilde e respeitando o lugar das estrelas, que pelas mil e uma noites também são suas companheiras, deixa no céu o espaço a brilharem.
E mesmo nova, ela cresce, fica cheia e se transforma. Mas já a viu ofusca?
Tirando as noites cinzentas em que o mundo se desliga e ninguém lhe dá atenção, as nuvens tentam consolá-la. Ninguém entende, mas é assim: o universo conspirando e a natureza se completando.
Depois de protegidas e disposta a sorrir (brilhando) como uma lua NOVA, as nuvens se desfazem e se transformam no que a sua imaginação quiser, até a próxima vez que ela precisar se esconder um pouco. Porque ela também entende que brilhar para sempre é impossível e que seguir crescendo também. Então ela fica saturada e CHEIA, cheia de graça e elegância ao mesmo tempo e, suas energias rondando-a até que, finalmente ela decresce, míngua, sabendo que é necessário perder para se renovar. E se prepara - preparadíssima - a dar continuidade ao ciclo. Assim é a vida, o ciclo da vida. O tempo passa, mas suas lendas e mistérios continuam os mesmos…
Natália de Andrade


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