01 julho, 2013
Simplicidade
Não me importo o quanto pareça bobo aos olhos de muitos, mas para os meus foram o reflexo da simplicidade que se encontrava perdida. Simplicidade no seu menor ou senão, próprio sentido. Aquele que você lê, entende e basta! Aquele que você vai perceber no decorrer dessa crônica.
Todo mundo espera muito de um sábado à noite e, eu só esperava comemorar o aniversário do meu quase irmãozinho e comer meus poucos pedaços de pizza – como de costume. Até que, opa, ampliamos o programa e um "rolé" na Lapa cairia bem. E caiu mesmo, embora o final de semana tenha sido o tal do "enforcamento" de sete de setembro, ou seja, feriadão + final de semana = viagem e Lapa um pouco vazia.
A noite corria e a gente caminhava pelas redondezas. Vimos várias rodinhas pela rua, uma de sapateado, outra onde um rapaz conduzia uma bolinha pelos braços e não a deixava cair, o que de acordo com a Thaizinha: “tinha “mó” cara de quem trabalhava no circo." Pode ser, a simpatia batia de longe!
Enquanto isso, vários ritmos musicais ao fundo nesse trajeto, até que avistei uma roda mais divertida - e encantadora. Chapéuzinho de malandro, de boêmio, de sambista. Sim, uma roda de samba, eu diria. Já era de se esperar, né?
Nada mais encantador do que três senhores dando uma aula de gingado, três senhores dando um show com um samba na ponta do pé digno de parar, aplaudir e interagir. Nada mais encantador do que ver o senhor mais velho - ou pelo menos aparentava ser - dando uma reboladinha no meio da música e o respeito rondando em volta por essa 3ª idade. (Que graça!)
Eu via e sentia esse reflexo. Quando alguém ía embora, depressa outros chegavam e cada vez que olhava a roda já tinha crescido. Acredito que viram a simplicidade estampada na cara, no jeito, nos pés. Viram ela ganhando cor, ritmo, alegria e sendo transformada numa grande vontade de viver. Tiveram a mesma visão refletida em meus olhos que me fazia querer ficar ali pra sempre.
Porque a simplicidade nada mais é do que ser simples. E de tantas maneiras de explicar, achei digna da minha lembrança e do sorriso em meus roto. Deus queira que eu chegue até lá assim, cheia de graça e de vida.
-Natália Andrade


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