Juro que um dia quero entender o que é que a Lua tem que me tranquiliza
tanto... De verdade! É praticamente impossível olhar o céu e não sorrir. Será
que só eu faço isso? Imagino que quem olha de longe e me ver sorrindo para o
alto deve me achar maluca. No mínimo, pirada! E eu nem ligo, acredita? É a
forma mais gentil de agradecer tamanha positividade que me é transmitida.
Sua
luz se propaga no ar e habita em mim. E ilumina. E me ilumina. A alma e os
pensamentos. Desculpem os físicos de plantão, caso alguma besteira seja dita.
Li que a luz é uma onda eletromagnética que não necessita da presença de um gás
para se propagar. Sorte a dela então, ser tão absoluta! Pena de mim que sou tão
vulnerável! Mal sabe ela que a quilômetros de distância é um dos meus combustíveis para viver. De paz. De
amor. E de inspiração. É o gás de muita gente que não se cansa de fazer
pedidos, baixinhos ou ainda só em pensamento. Basta fechar os olhos e pedir...
Ela supre ausências e
saudades. E faz uma conexão com pessoas que nem imaginamos conhecer e que,
provavelmente, não conheceremos mesmo. Porque em qualquer cantinho desse mundo,
eu tenho a certeza de que outra alma estará admirando e sorrindo e fazendo
pedidos e agradecendo pelo dom da vida. Tenho pena de quem não repara em sua
existência...
“O céu não é o limite”, ela me contou sorrindo. Eu sei, dei como
resposta e sorri de volta.
Natália de Andrade


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