E já dizia Caio Fernando de Abreu: “As pessoas, às vezes, procuram exatamente o que será capaz de doer ainda mais fundo.” Certamente não seja essa a intenção, mas como parar no meio do caminho sem correr o risco de tropeçar e se ralar? Como cuidar de si para não tornar mais profunda a ferida? Do mesmo modo em que deveríamos abrir mão, estamos presos ao coração, aos gritos sufocantes, incapazes de sair ligada a tanta insegurança. Por outro lado, existe aquela ânsia e vontade de entender presente na essência de cada ser humano, ou boa parte dele, pelo menos. Como nos julgarmos se apenas atendemos ao pedido do nosso coração? Deveria significar alguma coisa, além de arranhões que passamos a assoprar para aliviar a dor. Já ouvi dizer, que no fundo, as coisas eram boas e simples, mas essa intensidade em TUDO me deixa confusa. São resultados dos caminhos trilhados, objetivos traçados e aquela bagunça que, de vez em quando, a vida faz. De fato, mergulhar dentro de si e entender esses turbilhões de sentimentos é o primeiro passo a se fazer, antes de se jogar de vez na realidade e entender qualquer cabeça, sentimento, situação que possa existir que não faça parte de você. Mesmo que, as procuras não estejam saciadas por inteiro e a vida possa vir a te decepcionar depois, a outra opção que restou é que ela possa te surpreender também. E no final, tudo vira aprendizado mesmo.
Até que finalmente - tempo, tempo, tempo - você para de procurar e deixa as coisas agirem naturalmente e no seu tempo certo!
Até que finalmente - tempo, tempo, tempo - você para de procurar e deixa as coisas agirem naturalmente e no seu tempo certo!
Natália de Andrade

1 comentários:
ameeeei!!!
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